quarta-feira, 30 de maio de 2012

Todo mundo de olho nela

Eu não sou o tipo de pessoa que fica com a bunda pregada na cadeira usando o teclado como uma arma letal, acho que todos os blogueiros, com sua ampla liberdade de expressão, deveriam ter mais cautela em suas palavras. No dia 20/05 eu assiti a entrevista de Patrícia Abravanel, no programa de frente com Gabi. Para mim Marília Gabriela é uma jornalista que suga muito o entrevistado, em todos os bons sentidos. Ela faz as perguntas que nós, telespectadores, faríamos. Ela consegue enchergar as nunces das respostas, consegue captar qualquer sinal em uma simples pausa. Assisto o programa não por causa dos entrevistados e sim por causa da intrevistadora, e para que isso aconteça, o trabalho de quem se propõe à intrevistar é sempre desafiador.


Mas o que eu realmente gostaria de comentar foi minha decepção com a pessoa de Patrícia Abravanel. Considando o primeiro ponto:
Patrícia é uma péssima comunicadora, e eu se fosse ela, faria urgentemente aulas de dicção e teatro, encarava de vez a morada no Brasil e parava com essa besteira de "fui alfabetizada em inglês" como desculpa para não conseguir se expressar. Realmente esperava mais da filha de um homem como Silvio Santos, um ícone brasileiro de perseverança, carisma e diferencial.
Pô, Patrícia, você é uma mulher linda, rica, bem educada, fluente em outras línguas... que tal agora aprender do que é que o povo brasileiro gosta? Que tal aprender a começar a falar a língua de pessoas que fizeram sua família estar onde está?

Segundo:
Eu compreendo perfeitamente que, crescer em uma família de classe alta, com pessoas da mesma situação financeira, a princípio, seja um divisor entre a massa brasileira, mas concerteza, não é convivendo apenas com pessoas "do seu nivel" aprenderá a ser um pessoa melhor. Nem todos precisam passar por um sequestro para aprender a ser pessoas melhores. Angelina Jolie não precisou. Luciano Huck também não.
Coma arroz com feijão, viva a cultura brasileira intensamente, conheça nossas raízes mais profundas e conviva com pessoas que não sejam "do seu nível" então quem sabe talvez, você um dia, chegue a ser um pouquinho do que seu pai foi e é para o Brasil

Vejam a entrevista na íntegra

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